10 dicas para adquirir óleos essenciais de qualidade

Para a prática da Aromaterapia, escolher óleos essenciais de qualidade é fundamental. De acordo com a autora Joanna Hoare, "os óleos puros tem centenas de componentes químicos que interagem quando são misturados, acentuando suas propriedades individuais, num processo conhecido como sinergia. Esse processo não acontece se forem usados óleos sintéticos."



Uma série de dicas podem ajudar a verificar a qualidade do óleo que está adquirindo:

1 - VALOR: além de ter valor mais alto do que essências sintéticas, os óleos essenciais puros tendem a ter variação de valor dentro da mesma marca. por exemplo, um óleo pode custar R$ 30,00 e outro, R$ 60,00. Isso acontece não só pela facilidade de cultivo da espécie, como também do rendimento de óleo resultante do processo extrativo. Por exemplo, um litro de óleo pode precisar de 30 kg de matéria-prima ou de 3 toneladas - muito mais para a mesma quantidade. O valor depende do tempo e esforço envolvidos no cultivo e colheita da planta, e dos custos de produção.

2 - PUREZA: o óleo essencial de qualidade é puro, sem diluição. Alguns fabricantes misturam com sintéticos, similares ou diluem levemente para diminuir o custo (por exemplo, misturam óleo de lavandim ao de lavanda ou de menta ao de hortelã-pimenta), mas esta prática precisa estar registrada no rótulo para que o consumidor tenha conhecimento de que o óleo não é puro.

3 - RÓTULO: quanto mais informações tem o rótulo, maiores as chances de ser de boa procedência. Rótulos completos trazem informações como nome científico, parte da planta usada para extração (caule, folha ou pétalas), país de origem, processo de extração, composição, data de fabricação e validade, número do lote, nome e registro do fabricante. Essas informações também podem constar na página de vendas do produto, se a compra for pela internet. Isso não quer dizer que óleos artesanais com rótulos mais simples são ineficientes, porém fica mais difícil atestar sua qualidade.

4 - REGISTRO: os óleos essenciais para serem comercializados precisam de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

5 - SELOS: alguns órgãos conferem selos de qualidade ao produto. Estes selos estão impressos ou colados na embalagem. Alguns fabricantes possuem um selo de qualidade próprio assegurando que o produto confere com o que é oferecido e que as etapas de produção estão em conformidade com a produção.

6 - COR: os óleos essenciais costumam ter coloração suave, em geral em cores que variam do transparente ao amarelo claro. O óleo de camomila alemã possui coloração azulada, os óleos de tangerina, laranja e orégano tendem a possuir cor alaranjada, os óleos de pachouli, casca de canela e vetiver têm tonalidade marrom e o cedro de Himalaia e a bergamota, cor esverdeada. Cores fortes costumam ser indício de adição de corantes.

7 - VISCOSIDADE: os óleos essenciais tendem a ser mais densos (pesados) e a ter resistência para dissolver em água ou álcool. Mesmo quando misturado ao óleo carreador (mais viscoso) é possível perceber que os óleos essenciais não misturam imediatamente. Os óleos essenciais puros tendem a ter variações de densidade entre si de acordo com a matéria-prima.

8 - EMBALAGEM: se o óleo essencial estiver em embalagens claras, é sinal de alerta. Os óleos essenciais puros costumam ser vendidos em embalagens escuras para proteger da luz e devem ser armazenados em armários fechados, abrigados da luz, para conservação.

9 - AROMA: o aroma pode variar de acordo com o fabricante, colheita, parte da planta utilizada na fabricação (caule, folhas ou pétalas) e método de extração. Contudo, qualquer aroma que lembre álcool, óleo de milho ou de girassol indicam diluição, ou seja, que o óleo não é puro.

10 - DURABILIDADE: os óleos essenciais costumam durar mais tempo na pele do que essências sintéticas, mesmo diluídos nos óleos carreadores. Portanto, se o aroma após uma massagem na pele sumir rapidamente, pode ser indício de óleo de má qualidade, sintético ou diluído.

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Imagem Pixabay

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