Espelhos da realidade: 2. Julgamentos


Continuando a falar sobre os espelhos da realidade, caso a pessoa chegue à conclusão de que a realidade não está espelhando seus pensamentos e sentimentos - que geralmente, tem origem em um dos três medos universais (abandono. baixa estima e desconfiança) - pode ser que a realidade esteja espelhando os próprios julgamentos.

Ao longo da vida, todos constroem pensamentos e sentimentos acerca do que se observa no entorno, seja no convívio familiar, educacional, social ou através da mídia. Essa construção também se refere à forma como a pessoa age e que nem sempre, é correta, pois é errando que se aprende a fazer o certo.

Os julgamentos acerca desses pensamentos e sentimentos vivenciados também ficam impressos no inconsciente, enviando uma mensagem muito sutil para a realidade, que responde devolvendo como situações no qual o objeto dos julgamentos fazem parte da própria realidade. 

Por exemplo: se em algum momento e com certa frequência durante a vida a pessoa considerou-se incapaz de mostrar seu talento, essa impressão fica gravada no inconsciente. Um bom tempo depois, quando estiver vivendo um momento em que tenha certeza de sua capacidade, pode viver situações no qual as pessoas testam a capacidade mesmo que já saiba que tem. Outro exemplo é, se foi desonesto em algum ponto da vida e atualmente julga isso com severidade, tornando-se uma pessoa absolutamente honesta, pode encontrar no caminho pessoas e situações desonestas para consigo. Ou seja, as pessoas e situações não estão refletindo seu momento, mas um julgamento que foi construído ao longo da história, com base na própria postura ou na observação da realidade. O mesmo vale para os hábitos das outras pessoas que irritam pessoalmente - se prestar bem atenção, a pessoa consegue perceber que estes hábitos já foram muito julgados interiormente. Por exemplo, se julga a falsidade no outro e não se considera uma pessoa falsa, certamente já deve ter julgado muitas vezes essa atitude no outro, e a tendência é atrair mais pessoas falsas para a própria realidade. Estes são bons motivos para rever o hábito do julgamento, evitando, assim, a impressão de padrões no inconsciente. 

A partir do entendimento do espelho do julgamento, é possível então liberar o padrão do inconsciente. Uma das formas de fazer isso é simplesmente soltar a situação. Voltando aos exemplos acima, não se empenhar em provar sua capacidade - pois já sabe que tem - ou não entrar em guerra com que foi desonesto consigo, simplesmente deixar ir e confiar no processo da vida. Ou ainda, simplesmente ignorar a falsidade. A questão é que culturalmente as pessoas são condicionadas a provar sempre algo, ou a não tolerar "injustiças", agindo em relação a ou pensando demais no assunto, e com isso acaba reforçando o padrão do julgamento.

Outro meio muito eficiente, embora mais difícil que o anterior para a maioria das pessoas, é ir na direção oposta, abençoando os agentes que estão irritando ou interferindo negativamente na vida. Uma vez que as pessoas que fazem parte da realidade estão sendo atraídas magneticamente através da vibração que está emitindo, quando abençoa essa pessoas, perdoando e liberando sem ressentimentos, está em contrapartida fazendo isto pela própria parte que provocou as situações e a aproximação das pessoas desagradáveis.