Magnetismo afetivo e os níveis do amor

O magnetismo pessoal se desenvolve quando a pessoa está plenamente integrada em si, vive uma relação de amor consigo. Neste estado o ser emana luz, despertando no outro, através do seu campo muito bem integrado, hormônios de bem-estar como a ocitocina, fazendo com que as pessoas queiram estar em sua companhia.



Este estado natural de magnetismo pessoal favorece os relacionamentos. Por outro lado, caso a companhia não seja muito segura de si, não esteja muito bem consigo, pode começar a se incomodar com o brilho do outro, desenvolvendo sentimentos como possessividade, ciúme e até, inveja. A partir de então, começa a exigir que o outro se “encolha” para caber em seu ideal. Caso este resolva ceder para agradar, corre o risco de perder sua integridade, seu amor próprio e com o tempo, seu brilho e magnetismo.


Este mecanismo gera uma relação doentia, pois por mais que o outro tente caber em um ideal, além de não conseguir – pois cada um tem uma configuração única que clama por ser respeitada – deixa de sentir alegria. O mais curioso é que, não raras vezes, a mesma pessoa que exigiu do outro esse “encolhimento pessoal” corre o risco de deixar de se sentir atraído, pois o magnetismo que os aproximou foi extirpado.

Não são raros os casos em que relacionamentos terminam dessa forma: a pessoa devastada por ter deixado de ser quem é e ainda, abandonada ou subestimada por aquele que a transformou. É comum pessoas se fecharem para relacionamentos devido à essa dupla dor, da perda de si e do outro.

Por outro lado, o Universo busca sempre meios de fazer com que a pessoa se resgate, afinal, pela perspectiva quântica, só existe o “eu", e não o outro, sendo a realidade um reflexo do que o "eu" pensa e sente. Portanto, o Universo promove situações que levem à expansão de consciência e ao resgate do amor-próprio, o que pode incluir meios dolorosos. A retomada de si costuma ser um processo longo que exige desenvolvimento de autoamor.

Para quem precisa resgatar seu magnetismo pessoal, alguns pontos são importantes:
- Recuperar a integridade, ou seja, promover o alinhamento entre pensamento, sentimento e essência, através da harmonização e reconexão interior;
- Trabalhar a autoaceitação, que significa gostar de ser quem é, de sua origem e história, de estar em si, independente das expectativas alheias, o que inclui limpar crenças e paradigmas do inconsciente;
- Vencer o medo do outro - de suas críticas, julgamentos e padrões – e se desprender de comparações;
- Desenvolver profundo autoamor, valorizando o fato de que é um ser único para o Universo;
- Retomar o empoderamento através da mudança de atitude – passando a agir a partir “do que eu sou para mim, e não pra o outro”.

O magnestismo acontece quando todos os átomos estão orientados no mesmo sentido, e só se desenvolve naturalmente. Portanto, a organização que magnetiza o ser é sempre muito próxima ao que se é em essência. Há dois pólos para haver magnetização: um é o Universo e o outro, si mesmo. O Universo sempre age em prol do equilíbrio natural do ser, e quanto mais este se ama e se aceita, mais magnetizado se torna, e maiores são as chances de atrair para o seu campo eltromagnético alguém que justifique e alimente este autoamor.

Em uma relação saudável uma pessoa dá espaço para que a outra seja quem ela é, que brilhe e cultive seu amor-próprio. Culturalmente isto muitas vezes é percebido como falta de amor, uma vez que socialmente se estimula o controle sobre o outro como prova de amor,um conceito bastante limitado e equivocado. Dar espaço para que o outro seja quem é mostra amor e confiança, atributos que tornam um relacionamento magnetizado afetivamente.

Uma forma de fazer com que ambos cresçam na relação, se este for o desejo mútuo, é conhecer os níveis do amor. De acordo com Gary Chapman as pessoas se encaixam em cinco principais níveis:

TIPO A - Precisa de palavras de afirmação: este tipo precisa de incentivo, elogios e apoio o tempo todo. Essa verbalização de seu valor faz com que se sinta amado.

TIPO B - Valoriza o tempo com qualidade: privilegia estar perto do seu amor sempre que possível. Neste momento dedica toda a sua atenção e sente amor quando percebe que o outro está integrado àquele momento. Gosta de viajar, assistir filmes, qualquer oportunidade em que possa ser uma companhia.

TIPO C - Gosta de receber presentes: mede o amor que recebe através do que ganha. Sente-se valorizado quando recebe algo, em datas ou de surpresa.

TIPO D - Valoriza atos de serviço: sente amor quando o outro faz coisas para si, ajuda em atividades domésticas.

TIPO E - Precisa do toque físico: demonstra amor através do toque ou da proximidade, o que vai desde sentar ao lado, tocar a mão às atividades sexuais.

No Curso de Coach Holístico - Relacionamento Afetivo, com previsão de lançamento para o final de agosto, abordaremos mais a fundo os temas Magnetismo Afetivo e os Níveis do amor, no qual está incluído um teste para que a pessoa descubra a ordem dos seus níveis. No caso desta autora, os resultados, num total de 30 questões,  foram ordenados nos níveis E (10), B (9),  A (6) e D (5) e C (0).

Conhecer os próprios níveis é um ótimo exercício de autoconhecimento, em relação aos próprios interesses e ao que se busca em um relacionamento, desde que se desenvolva o teste com sinceridade e honestidade em relação ao próprio interior.

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