Parte 2: Práticas em direção ao futuro


Continuando nossa série sobre início de ano, Robbins sugere trabalhar em cima de etapas a galgar para cada um chegar à almejada autorrealização.

No gráfico fica claro os passos a serem dados em direção ao estado de plenitude. O domínio do próprio poder pessoal começa pelo desenvolvimento da autoestima. Com esse item fortalecido, o autoconceito sobe, as críticas, rejeições e reprovações perdem força e assim, a autoconfiança - certeza de ser capaz e merecedor - se estabelece.

Com a base pessoal bem construída por esse tripé, a visão do futuro começa a clarear a partir dos conceitos próprios, e não dos conceitos implementados pelo inconsciente coletivo. O "querer ser" deixa de ser dominado pelo ego e portanto, pelas necessidade de atender às expectativas alheias, e passa a se voltar para as necessidades da alma. Com isso o enfoque muda e o projeto de vida passa a incluir a busca e ações que direcionem ao sentido da vida.

Nesse ponto, quando se já está quase lá, a autodeterminação é fundamental, devido a dois fatores importantes: 1) as críticas e reprovações podem surgir em relação ao novo "eu", que foge aos modelos sociais anteriormente estabelecidos - não por acaso a base dos três primeiros degraus é voltado completamente ao eu interior; 2) é natural do ser humano dar uma relaxada quando percebe que está praticamente alcançando seus objetivos o que o torna suscetível aos mecanismos de autossabotagem.

Nesse ponto a resiliência é importante, tanto para se adaptar às críticas sem se abalar, quanto para enfrentar com ânimo qualquer obstáculo que possa aparecer no caminho, revendo e traçando novas ações adaptativas e/ou corretivas se for o caso.  E pronto! Chega-se à autorrealização!!!

Em paralelo, Plano de vida, Plano de ação e Plano de carreira precisam conversar com os tópicos anteriores. Por exemplo, se o Plano de ação não oportuniza o sentido de vida, será muito mais difícil evoluir para os próximos degraus, tem-se a impressão de que se está gastando sua energia para no final da vida chegar a lugar nenhum. Se o Plano de vida não favorece a autoestima, provocará um entrave nas outras etapas. Se não houver autodeterminação no Plano de ação, não se chega ao topo, ou se não houver autoestima e autoconfiança, não haverá o sentimento de capacidade para colocar o Plano de ação em movimento. Ou seja, degraus e planos estão todos correlacionados.

Amanhã será publicado um sistema muito utilizado em PNL para transformar objetivos em ações.