Multiversos e os "eus" paralelos

A mecânica quântica nos diz que tudo está desdobrado o tempo todo, ou seja, todas as coisas existem ao mesmo tempo em realidades diferentes.





De acordo com essa teoria, como toda escolha acontece a partir de várias possibilidades,  as escolhas descartadas continuam sendo vivenciados em realidades paralelas por outros eus de você. A partir da teoria do desdobramento do tempo. o conceito é bem abstrato e requer expansão de consciência.

De acordo com o princípio da incerteza tudo é onda de possibilidade ou seja,  todas as partículas existem em qualquer realidade em forma de onda. A partir do momento em que há observação -  a escolha -  a onda deixa de ser uma possibilidade, vira uma probabilidade e posteriormente uma partícula materializada se essa probabilidade for fortalecida. A realidade material pode mudar a partir de novas escolhas, ou seja, nada é certeza ou está destinado.

Porém as outras possibilidades continuam existindo em forma de onda, das piores às melhores. Elas não deixam de existir,  somente não foram observadas, ou seja, colapsadas. Passamos da  realidade determinada -  paradigma clássico -  para a  realidade de probabilidades -  paradigma quântico. Elegemos uma realidade possível a partir do leque infinito de possibilidades,  tornamos probabilidade através da escolha e portanto a cada instante estamos colapsando o futuro. A partir dessas perspectivas, se escolhermos uma possibilidade diferente, tornamos probabilidade uma nova realidade.

Quanto mais rígido é o sistema de crenças de uma pessoa, maior a probabilidade de realizar escolhas que convergem ao mesmo resultado  mesmo que aparentemente sejam escolhas diferentes. De acordo com esse contexto, no agora, existem vários eus da mesma pessoa existindo enquanto onda de possibilidade além do colapsado e realizado enquanto matéria.

Quando o ser consegue acessar esse estado de onda acessando a realidade não-local - quebrando o espaço-tempo - e colapsa um novo eu, ao mesmo tempo em que se liberta do sistema de crenças, as mudanças começam a acontecer na realidade de forma imperceptível e muito natural, a partir do novo eu colapsado. Passa-se a perceber eventos e possibilidades que sempre estiveram ali, mas que não haviam sido percebidos porque o eu colapsado anterior havia feito outras escolhas.

A realidade concreta acontece dentro do espaço-tempo; fora do espaço-tempo acontecem em potenciais de realidade. A teoria do multiverso,  que já tem comprovação científica,  diz que existem vários universos acontecendo ao mesmo tempo. Um exemplo prático:  escolhemos, entre várias possibilidades, ir a algum lugar, por exemplo,  ao cinema.  Essa escolha -  colapso - abriu um leque de outras possibilidades:  chegar tranquilamente, ter uma discussão no caminho, furar o pneu e não chegar, perder o ônibus, ser assaltado, ser atropelado, lembrar que esqueceu algo e ter que voltar, e assim por diante.  Vamos supor que no caminho a pessoa foi atropelada. Até vivermos a experiência todas as possibilidades existiam, a partir do momento que tornou-se uma vivência as outras possibilidades passaram a existir somente em forma de onda, paralelamente.

Essa perspectiva abre outro tipo de questionamento: nesse caso, o que nas nas crenças, vivências e atitudes fez com que a possibilidade de ser atropelado tenha se tornado uma vivência?  Esse é o ponto: o que em nós faz com que determinada possibilidade torne-se realidade, mesmo se conscientemente não desejamos? A resposta é: o que se torna uma forte probabilidade resultando em realidade é o reflexo de em que colocamos nosso foco, sendo um conjunto de informações que recebemos do nosso meio e dos sentimentos e pensamentos que tal conjunto informacional provoca, formando um modelo mental. É como se a realidade fosse como um programa de computador, vivemos em realidade o que está programado através de pessoas com as quais convivemos, do que assistimos na tv, das influências do meio profissional e social - a tudo aquilo que recebemos com uma postura emocional receptiva.

Indo mais além, quando somos impactados ou nos impressionamos com algo, julgamos, ficamos pensando em, estamos trazendo-os para o inconsciente, exercendo poder sobre nosso potencial colapsador, enfraquecendo nosso domínio sobre nosso poder de colapsar uma realidade positiva de forma consciente e autônoma. Nada do que se manifesta em nossa realidade está fora, a não ser a força que damos para as informações e influências que recebemos.

Agora, e muita atenção a esse ponto: quando imprimimos um grande peso emocional em uma escolha, a alternativa descartada continua existindo no desdobramento do eu, coexistindo em outra realidade, formando eus paralelos. Todos os eus estão ligados através do inconsciente e do princípio da não-localidade. Pode acontecer de eus paralelos fazerem escolhas negativas e se o ser  começar a tomar atitudes parecidas, este pode sofrer interferência desse eu mais negativo, impactando em sua realidade. Acontece, por exemplo, quando a vida começa a dar errado sem compreendermos por quê. Para neutralizar essa ação, é preciso percorrer a harmonização consigo mesmo. Quanto mais alinhado se está com o eu desejável e positivo, mais neutralizada será a ação dos eus paralelos negativos.

Por outro lado, quanto maior alinhamento entre sentimento, pensamento, essência e realidade desejada, mais integrado o eu está, impactando nos outros eus, unificando-os e diminuindo seus potenciais de interferência negativa.

O ser material não é matéria o tempo todo. A matéria, na verdade, transita o tempo todo entre estado de onda e matéria numa velocidade ultra rápida e imperceptível a olho nú. Sob essa perspectiva, entre as bilhares de piscadas por segundo, é possível saltar no instante de onda para um eu vivendo uma realidade mais positiva e desejável, visto que os multiversos coexistem em camadas mais próximas do que a própria pele. Portanto, embora em descuido o ser possa sofrer a influência negativa dos eus, também pode escolher acessar informações e comportamentos de um eu mais positivo vivendo uma realidade mais plena e satisfatória.

Para utilizar essa propriedade conscientemente é preciso aprender a observar a realidade como onda de possibilidade e não, matéria. É preciso também cercar-se de informações que alimentem o inconsciente com crenças e sentimentos compatíveis com a vida que quer viver, pois somente o conjunto torna propício o acesso a um eu mais satisfatório e feliz, que sim, já está vivendo em algum lugar do multiverso.

Existem vários “eu sou”, e um “eu estou”, materializado. Para realizar a mudança rapidamente por vias quânticas é preciso provocar o salto em estado de "eu sou" e não, de "eu estou". Quando o ser consegue alcançar esse objetivo a realidade inevitavelmente e naturalmente realinha o curso dos acontecimentos para que o acesso ao novo eu colapsado se efetive enquanto matéria.

As teorias apresentadas fazem parte de estudos comprovados, mas para nós enquanto seres da terceira dimensão, criados dentro do paradigma material e localizados no espaço-tempo, realizar essa mudança de perspectiva do que estamos para o que somos exige estudo, técnica e bastante entrega ao processo.