Doenças emocionais de A a Z - Alcoolismo

O alcoolismo é considerado  uma doença com mecanismo complexo em geral incutido na infância. Está ligado de alguma forma ao sentimento de que "não adianta" no sentido de que nada do que faz é o suficiente ou correto, bem como futilidade, culpa, inadequação e autorrejeição.




Sua dificuldade de  cura está no fato de que nem sempre as pessoas entendem do que o alcoólatra precisa. O mecanismo em geral nasce da falta de amadurecimento de algumas regiões do cérebro, o que faz com que algumas situações aparentemente simples de resolver para algumas pessoas, para as vítimas do alcoolismo parecem muito mais complexas. Ao mesmo tempo costumam se cobrar mais por terem tido uma educação  rígida, exemplar, com  crenças introjetadas na infância que formam bloqueios. Esses bloqueios causam uma postura autorrepressora, e o que reprime eclode quando está sob efeito da bebida.



O alcoólatra considerado sentimental é aquele que fala coisas sem nexo e chora porque foi levado a acreditar em sua educação que "homem não chora", reprimindo essa necessidade para não parecer vergonhoso.

 Já o alcoólatra agressivo é aquele que acumula raiva dentro de si por não poder expressá-la, o que em sua crença seria uma conduta considerada pela sociedade como falta de controle. Como a bebida quebra o autocontrole, a raiva explode de maneira agressiva.

A dificuldade para reverter esse processo está no fato de que o alcoolismo nasce das crenças arraigadas no inconsciente. Quando se pede a alguém para que deixe de beber a pessoa pode compreender e até concordar dentro dos seus cerca de 5% de consciência, mas não consegue dominar os cerca de 95% do inconsciente. A pessoa argumenta que o faz porque gosta de beber, o que pela lógica não é possível em termos de quantidade, visto que o paladar é anestesiado nos primeiros goles. Já no inconsciente o que se encontra é um grande padrão de culpa. Como  colocado acima essa culpa nasceu de  pais e sociedade que reprimiram em excesso os filhos/crianças com ordens do tipo "não mexa nisso", "não faça aquilo", fazendo com que o indivíduo acredite ser sempre inadequado, o que gera uma auto-cobrança infinita e inexplicável. Mesmo que tente fazer tudo certo o padrão do inconsciente faz com que entenda que nunca  é o suficiente devido à rejeição que sofreu na infância e essa culpa, impossível de ser resolvida sob essa perspectiva, gera compulsão pela bebida como um meio de aliviar o desconforto constante  que conscientemente o indivíduo não sabe de onde vem.

Outro ponto que colabora para o alcoolismo é a sensação de sufocamento. Quando se sente sufocado pelo entorno por sentir que não é adequado ao ambiente ou meio social no qual está inserido usa a  bebida como um recurso pela busca por adequação,  quando esta vai contra a sua subjetividade. Luta contra si mesmo por perceber que é diferente querendo caber num modelo imposto, mas ao mesmo tempo sente raiva de si por isso, pois intimamente a natureza o faz saber que está errado se autorrejeitar

A repressão do padrão alcoólatra não adianta, gera mentiras e desculpas para que se procure a bebida, ou pode fazer com que a repressão da doença temporariamente faça com que volte com muito mais força posteriormente. Quanto mais as pessoas que o cercam cobrarem uma mudança de conduta, mais isso irá gerar compulsão, por sua culpa será alimentada. Sob essa perspectiva uma pessoa que convive com um alcoólatra precisa sair da posição de vítima, porque isso reforça o padrão de conduta do outro.

Além do mais essa dualidade mostra a agressividade dos dois lados:  do alcoólatra em relação a si mesmo se agredindo com a bebida, e do outro tomando uma conduta certinha para mostrar que é superior, o que é uma forma de agressão velada.Quando o mecanismo toma proporções de autopunição destrutivas gera cicatrizes no fígado e por consequência cirrose, podendo levar à morte.

Para resolver a questão sobre o ponto de vista emocional é preciso que as pessoas no entorno do alcoólatra o tratem sempre com muito amor e carinho, ressaltando suas qualidades, levando-o a perceber que tem valor, que será amado mesmo se errar -  ajudando a aliviar sua cota de auto- cobrança excessiva -  evitando ao máximo padrões que alimentem sua culpa, buscando sempre mostrar perspectivas positivas sobre ele mesmo e sobre a vida.

O caminho é aliar muito amor com a modificação progressiva das crenças de culpa, auto-cobrança e autorrejeição implementadas no inconsciente.

Novo padrão sugerido: eu escolho viver o agora e reconheço meu valor. Eu me amo, me aprovo e escolho viver livre da culpa. Eu acolho e liberto meus sentimentos negativos e abraço meus sentimentos positivos.

Chakra: plexo solar
Cor: amarelo


Para que se possa abranger o maior número de doenças possível, publicaremos as doenças periodicamente em ordem alfabética. É importante sempre avaliar com calma cada caso, olhando para o interior, conversando consigo mesma/o para perceber qual é o padrão arraigado e como este pode ser substituído por um novo padrão, visto que todas as doenças partem do eu, do que criamos em nosso interior e se manifesta no exterior. Em seguida, fale consigo  várias vezes sobre o novo padrão e sempre com a postura de que a doença já está curada.


Livros de referência:


  • Você pode curar sua vida
  • Linguagem do corpo
  • Metafísica da saúde


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