A matriz individual

Sob a perspectiva cósmica somos uma onda de possibilidades observada e colapsada pelo Todo (Deus, Universo, Criador, vácuo quântico), uma vez que somos uma centelha do mar primordial de energia. Por esse motivo a realização do ser é algo esperado e saudável, pois impacta no Todo, que por sua vez não está fora e sim, em cada um de nós. É preciso compreender que somos parte, e não algo separado, seja do que/de quem for. Seria incoerente, se cada um é parte do Todo, que Este quisesse o mal do indivíduo, pois estaria fazendo mal a Si.




Partindo desse pressuposto entende-se que o ser humano precisa aprender a se auto-colapsar no sentido de buscar seu estado pleno de realização. Cada um tem uma frequência de origem própria e única, porém a grande maioria está operando em uma frequência deformada que impede o seu auto-colapso autônomo e portanto, sua realização.

Em mecânica quântica usa-se muito o exemplo do rádio: as pessoas funcionam como ondas de rádio,  cada um tem a sua frequência. Se tentamos sintonizar uma estação de rádio que funciona em 95.5 em outra frequência não será possível ouvi-la, ou se tentamos sintonizar próximo à frequência, por exemplo, em 95.3, será possível a sintonização, porém haverá ruído, distorção. O grande desafio é o ser humano operar em sua frequência, sem ruídos.

Não é uma questão de mudar e sim de se reencontrar para evitar/corrigir problemas em um ou mais campos da vida. Sob essa perspectiva evolução é sempre um caminho de volta e não de ida. Evolução pode ser definida como o impulso natural para aumentarmos nosso estado de integridade. Quanto mais coeso o ser é, maior a força interior e o desenvolvimento espiritual. Portanto, maior a capacidade de usar a percepção de forma efetiva para ajustar a realidade à satisfação pessoal.

É preciso coragem para mudar o foco da percepção: ao invés de dizer só sim para os outros, passar a se olhar e dizer sim para si mesmo. Vivemos em uma sociedade que não promove, não incentiva o ser a buscar a realização natural e efetiva. Em observação constata-se que o sistema deforma a singularidade de cada um provocando disfunções e ao mesmo tempo, pune o indivíduo pelas disfunções geradas, ou seja, não acrescenta nada de positivo, de um jeito ou de outro. O sistema nunca age em prol do indivíduo.

Quando se tem uma visão distorcida de si são identificadas três etapas que podem ser comparadas a uma janela embaçada:

1 - o ser não percebe por acreditar ser expressão da visão do outro (olha a janela e não percebe que está embaçada);
2 - percebe a distorção mas não sabe como corrigi-la/voltar a si (percebe a janela embaçada mas não sabe o que fazer);
3 - encontra meios e coragem para tirar as camadas que provocam a distorção e voltar à integridade (abre a janela).

Quando não está íntegro, coeso com sua singularidade, evita-se contato com os outros como uma forma de defesa, pois não há como interagir integralmente quem não está tendo conhecimento pleno de si, a base interior é frágil e não, sólida, pois está calcada em modelos externos. Quando começa a reintegração com o que é o ser busca a interação com as pessoas e com o meio, sem ter a necessidade de se defender, se esconder.

Por outro lado recuperar a integridade é difícil, pois quando se deixa de corresponder ao modelo imposto o indivíduo passa a sofrer indiferença, interpretada como uma perda emocional, e críticas, e então o indivíduo cede e retorna ao modelo exposto, sentindo-se frustrado e decepcionado consigo mesmo, num mecanismo que se retro-alimenta, gerando uma espécie de "looping" parecendo ser mais difícil de ser rompido.

[na perspectiva desta autora, uma das chaves é o cuidado com o inconsciente, que governa cerca de 90% de nossas ações sem que possamos perceber. É preciso, através de técnicas e disciplina, saber a que(m) manter aberto o nosso inconsciente, e a que(m) manter fechado, sejam informações, pessoas com as quais convivemos, meios em que vivemos. Observar e aprender a neutralizar interiormente (não é fácil!) quem tem o poder de nos influenciar através da crítica e rejeição do que somos essencialmente, pois nesse momento o looping acontece, quando tentamos provar que não merecemos as críticas e rejeição.]

Sob a perspectiva sutil, agir nesse padrão por algum tempo traz um distúrbio em nossa assinatura energética. Todos temos uma assinatura  no campo sutil (corpos, auras e chakras) própria e inimitável que quando em equilíbrio naturalmente gera situações de realização pessoal. Esses distúrbios provocados pela desintegração ocasionam doenças e neuroses que só são efetivamente resolvidas quando a assinatura energética matriz é re-estabelecida.

Três chaves que merecem atenção são as sensações constantes de ansiedade, ausência de liberdade e/ou autorrejeição.

Além do trabalho interior de auto-observação e motivação para se reencontrar, dois recursos que podem ajudar no restabelecimento da assinatura energética particular são:

1 - meditação, através do princípio: menor velocidade mental ---> maior foco ---> maior a integridade;

2 - realizar um escalda-pés com água quente, 1 colher de sal grosso e 1 colher de bicarbonato de sódio por 15 minutos. Em seguida jogar a água sobre o corpo (do pescoço para baixo) e em seguida tomar o banho normalmente. Repetir semanalmente, não mais que isso. O sal e o sódio ajudam a limpar o campo energético, restabelecendo a assinatura pessoal, e seus efeitos são percebidos rapidamente.


Terapias holísticas como Reiki, acupuntura, do-in, florais de Bach, entre outras, podem ajudar bastante no processo de restabelecimento da assinatura energética.


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